29.9.08

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Não é querer fazer tipo não, pelo contrário - isso é o que eu sempre fui e escondi. Escondia porque precisava esconder. Não quero, de fato, parecer um romântico canalha que assola coraçõezinhos de meninas inocentes. Mesmo porque elas não são nenhum pouco inocentes. Sabem bem o que querer e porque querem. E o melhor: sabem exatamente onde estão, porque estão e porque quiseram estar ali. É que isso aflora... e fica maior que eu.
Às vezes acontecem umas crises de carência. E eu adoro cerveja... cerveja, carência e cabeça vazia. O resultado não poderia ser outro. Aos poucos o copo esvazia e a cabeça enche. Passou alguém com o perfume dela. O mesmo cheiro... fui direto nas nossas melhores cenas, nas melhores noites, risadas e farras. E me deu saudade. Não é tão canalha assim: eu senti saudades.
Peguei o telefone e liguei. Não sei se por sorte ou por azar, deu caixa postal... mas eu tinha que dizer qualquer coisa. Algo que realmente fizesse diferença. Não disse meu nome. Disse que ela sabia quem estava falando, que era só pra dar um oi e dizer que eu estava com saudade, precisando de colo.
O final de semana passou inteiro, sem novidades. Hoje acordei com uma bela mensagem no telefone: "Bom dia, gatinho!". E a segunda-feira mudou de cor. Graças a Deus.

Um comentário:

Fábio disse...

Fala, cara! Rapaz... a coisa agora ficou complicada, porque voltei ao horário noturno lá na firma - entro às 17h ou 18h e saio à 1h ou às 2h, dependendo do dia. Humpf.

Acho que vamos ter que combinar em algum fim de semana mesmo.