16.7.08

Do mesmo. (mais...)

Dias sem escrever. Dias sem ter o que falar.
Minha cabeça martela a mesma idéia insana há mais de um mês. Quase dois, pra ser mais exato. É um sufocar lento, doloroso. A verdadeira arte de precisar esquecer, abrir mão, fingir que não é nada, mesmo que é tudo. Ou era tudo. A arte feia de precisar de alguém. A eterna mania que a gente tem de querer ter alguém o tempo todo. Sufoca.
Entre erros de digitação e pernas chacoalhando sem parar, minha boca seca. Aos poucos. Maxilar trava, olhos cerra, lágrimas que antes rolavam soltas, exitam em cair. Eu repenso. Penso duas vezes. Erro de novo. Erro e confesso o que deveria ser só meu. Mas é seu também.
A vida é louca, brother. Hoje eu sei o significado do que ouvi tantas vezes e julguei sem pensar ser só mais uma frase de um dialeto de periferia qualquer.
A gente sabe o que tem. Todos sabem o que sentem. Só não sabemos como reagir quando tudo realmente foge aos pés.
O que é certeza hoje, é dúvida amanhã. O clichê do Renato num ao vivo velho e cansado qualquer volta a fazer sentido: "Me cobram as respostas, mas eu nem sei quais são as perguntas!". Eu também não.
Deixa estar como está. O pop poeta de santos cantava numa música meio sem sentido. Ou que não tinha sentido. Talvez hoje esse outro clichê - tal como essas minhas velhas palavras batidas - voltem à tona pra explicar alguma coisa.
O que eu também não sei explicar.

2 comentários:

Marco disse...

Muito bom. Coloquei minha avidez em dia.

Fuerza amigo!

Fábio disse...

Força, cara! Não só pra ti, mas pra mim também (e o pior: acho que pelo mesmo motivo)!

São dias difíceis, aqui e aí, mas tudo passa. Tudo vai passar.

Abraço!